segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A Bala

Eu não poderia responder.
A pergunta que me fiz agora há pouco era menos complexa do que outras. Mas ainda sim eu não poderia responder.
Na verdade, começou com uma canção. Alguém dizia “talvez eu seja uma garota”. Eu pensei.
Não talvez eu seja, mas a parte da garota. Por dentro estou uma pedreira. Até explosões com dinamites têm sido feitas.
Hoje é um dia de desespero.
Não desses que te impelem para armas, para mártires e martínis,  mas dos silenciosos que explicam porque você anda evitando todo mundo, porque anda se incomodando quando alguém diz “ganhei”.
A natureza constrói seus próprios divertimentos. Ultimamente eu tenho sido a principal atração.