segunda-feira, 25 de julho de 2016

Peckham Rye

Recorda que nada ainda terminou.
De noite, hoje, era pra gente correr pelo gramado,
dois cães abandonados, 
fugindo desses demônios que nos roem os ossos.
Olhos esbugalhados que nos procuram no escuro
e a gente rindo, a gargalhada alta, a noite em claro
e a angústia que gente ainda viva
sente na goela.
É tudo carne!
tudo sentido no ferro em brasa
que nos identifica: somos gado.
Mas estamos livres.
E veja, o dia ainda não raiou...