quinta-feira, 28 de julho de 2011

Na arquibancada

Ela beijara o garoto imaginando o homem que ele se tornaria.
Do meio do estacionamento movimentado do shopping a tenda brotava como uma revanche a tudo o que os arquitetos poderiam fazer.
Nas pontas dos pés ela se pusera para poder abraça-lo pelo pescoço.
Recriemos o cenários e momento daquele abraço:
A luminosidade turva da cidade sem estrelas pareceu se ressentir com aquele cordão de luzes, como uma boca com alguns dentes amarelados e outros faltando.
Foram os astros daquele instante improvisado que só poderia ter ocorrido ali ou num palco de teatro de rua.
Um pisca-pisca sobre a lona sinalizava para O.V.N.Is e aviões, mas ela se lembrou de cenas e impressões de sua infância. Seria uma festa junina, ela de trança e se chamava Maria. Mas a rumba, que tocava alto, afastou qualquer coisa do campo ou tradição.
Aquilo era mágica.
O local, nem as luzes, nada daquilo existia no mundo.

Os dois se beijaram reafirmando sua condição de intrusos do imaginário.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Arlequim

Apoteose, meu carro de carnaval saiu antes da hora.
Era domingo ou terça-feira gorda, as mocinhas desfilavam entre saltos na avenida. O destaque se molhava na garoa fina de fevereiro.
Em São Paulo, a folia é outra.
Dois ou três Pierrots do bexiga dormem abraçados à uma garrafa de pinga, cuidando dela como Arthur e o santo Graal. Algumas diabetes mascam chiclete.
Eu disparo fotos e espero que elas durem, espero que a máquina não molhe... Tropeço no confete.
Caminhando entre ruas meio apertadinhas e calçadas rebaixadas, dessas de cimento misturado com areia, a cena toda já perdeu o som e eu acompanho as pessoas em slow motion. Até efeito de filme envelhecido alguém caprichou para dar e, por um instante, seria Veneza. Não fossem meus tênis, não fosse esse relógio, eu imaginaria que era 50 anos atrás e que me tornara viajante no tempo...
Alguém rodopia uma luz, me lembrando uma sirene. Alguém me manda beijos por detrás de uma máscara.
Os rolos de filme se acumulam na tira a colo, e eu acumulo as impressões do meio dia, do sábado seguinte, de todas as visitas a parentes que eu mal conhecia e que morreram logo em seguida.
Tem um gato magro no um terço do bueiro, como se tivesse enquadrado e fazendo pose para a foto. A bacia, ossuda e despelada, ainda guarda algo de negro e talvez ele capture ratos ou animais fantasiosos dessas festas à fantasia. Quem sabe seja um gato mágico e apenas me traga um duende de bueiro. Mas ele foge, assustado, quando o mestre sala reverencia a porta bandeira.
Alguma coisa rebate em minha perna, uma pedrinha que se soltou do asfalto ou algo longe e não se de onde veio. Eu me curvo, faço foco, vou disparar e o que vejo: seus olhos, claros, me acenando na multidão.



quarta-feira, 20 de julho de 2011

A Prece

Sim, D’us mora onde há alegria. Por isso nadava tão atéia. Se eu deixasse cores ao iniciar cada passo, começaria com branco e terminaria com bege, um fraco, quase branco também, porque não gosto de nenhum dos dois.
Tenho pensado em não continuar. Era isso.
Não continuar o dia, a hora, não continuar o emprego, as relações, amigos, e não continuar nenhum outro texto. Não havia um percurso que eu pudesse correr que fizesse sentido. Essa via de duas mãos que se tornou a vida era difícil de entender. Tudo baseado no “se” e já ouvia ele dizendo “IF”.
Ah, quem nasceu e se acostumou sozinho não pertence a tribos e não tem um brasão de família, sofre com idéias de aproximação. É como se eu me juntasse a um bando de gnus, ou que fosse um lêmure, ou usasse um cocar exótico, igual ao de todo mundo.
Agora as palavras saem arrancadas por um boticão e eu sonho que perco os dentes. Acordo desarmada porque eles são os meus troféus, dentes grandes, largos, cheios de ponta e eu adoraria que fossem venenosos para macular o alface...  Ou então matar de novo o presunto... Essas coisas que se faz dez vezes como um transtorno obsessivo compulsivo para se ter certeza de tudo.
O que os monges fazem melhor que todos nós?
Eles paravam tantas horas nos dias e rezavam, rezavam, aí pediam, não sei bem. Não sei como funciona a oração de um monge, porque quando eu ainda rezava, na verdade não era isso. Eu apenas me sentava e tentava sorrir com várias partes do corpo. Mas não conseguia e começava a imaginar coisas, formas, ia ouvindo uma música até acabar a hora da oração. Os monges não. Acho que eles têm coisas sérias e, mentalmente, começam a seguir um corredor imenso, um atrás do outro, em voz baixa, num túnel cheio de luz e o da frente sempre leva um incenso.
Acho que é isso.



domingo, 17 de julho de 2011

A Bela e a Fera

Meu último trago é esse beijo escancarado na sua boca, ao som de Charles Aznavour, chorando por compartimentos e me derretendo numa vida de impossibilidades.
É a dança com a bailarina da ponta à bituca, que me segura a cintura firme e me estrangula os seios quando encosta a cabeça no meu peito e dorme, tirando meu tempo, meus passos, me convidando para danças ainda não decoradas.
É você que me encanta e  me consome e me descarta e me embaralha, me distribui entre participantes da mesa e me reparte com qualquer pobre. Eu não entendo essa nossa afeição. Eu não julgo a estádia pelo café da manhã.
Porque na melhor das madrugadas, o desjejum foi um pão seco e o copo d’água, perfumado pela Virgem, descansando sobre a televisão.
Tive recordações, a moça cortando o salão, mãos nas mãos, o moço a segura e a rodopia, ela usa um tomara que caia e se preocupa. Não quer se despir antes da próxima  música e ama todos os cantores que tinham costeletas.

Ele apenas a olha, os movimentos vêm mecânicos porque ele nem sabe mais onde está, não vive nada além daquele momento que esperou por duas vidas e ainda barganhou a alma. Ele se apaixona a primeira vista quando ela pisca maliciosa. O nome dela era Souza Cruz.



sexta-feira, 15 de julho de 2011

P.F

Sinto saudade das conversas com o meu pai. Ando sentindo falta de ser filha.
Daquele tom de voz que usava para falar com ele, que guardei hoje para uma ocasião especial, quando ele virar uma esquina e nós dois trombarmos, de frente, um com o outro.
Vou dizer “bom dia” e ele vai sorrir de lado. Alguns minutos de silêncio para retomar o ritmo da caminhada e ele vai me contar as coisas, e concluiremos que não estou tão desatualizada assim.
Não sinto tanta falta da proteção, nem do ombro amigo, ou do quanto ele me amava, ou das grandes verdades que ele me ensinou e de todas as outras que ainda estavam por vir.
Sinto falta do trivial.
Meu pai era feijão com arroz.


O ciúme

Tenho vivido perdida entre uma conexão e outra, entre a rodoviária anterior e a próxima, enumero as plataformas e confundo cidades.
Hoje tentei chegar a um bar, pra comer alguma coisa que ficou na minha memória, mas não era aqui, era noutro estado, ou país. Tudo depende de que língua acordo falando.
E tentei visitar um amigo que não mora aqui. Me confundo toda e misturo títulos de ruas com nomes de cinema e muitas vezes paro numa praça pra respirar.
Me chamaram de neurótica de novo. Mas se entendessem que sinto a carne tremendo um pouco, que meus dedos não se firmam, que outra gripe me ronda e que meu pulmão ergue as mãos dizendo que se rende, e que seria tudo mais interessante se não girasse sempre em torno do dinheiro... Se entendessem e me deixassem quieta um ano inteiro, talvez aí sim. Ou não.
Eu reli algumas coisas.
Pensei em você de relance, porque você não faz parte de nada concreto. Eu pensava sobre o “Eu te amo”. Quase disse isso outro dia, mas na hora, antes de abrir a boca, me achei tão falsa, porque eu não amo ninguém. Só um ou dois, mas não era naquela hora, nem naquele lugar. Me soou como um orgasmo fingido.
Tenho deixado de ser dissimulada e sentido mais ou menos dor. Na verdade, eu também não sinto nada. Sofro de uma disritmia emocional e se ainda escrevo é porque sei que você vai ler. De alguma forma, você me acompanha.
Essas eram as garrafas com mensagens, a tal prancha na qual devemos caminhar.
Olha isso: a você eu amaria. Talvez de corpo e alma, talvez dia sim e no outro talvez. Fico tão desorientada nessas cidades que se misturam e viram outra, que escrevo o nome das datas nas mãos. Para nos localizarmos em que ano estamos. Começaria amando esses seus olhos e depois eu te amaria, porque você é cheio de defeitos e de amargura. 
É quase impossível amar os que são muito certos. Nós não os queremos para nós, queremos apenas trocar de corpo, ganhar as certezas, é uma relação de possessão sem os efeitos especiais e o vômito verde na cara. Mas é a mesma coisa. É a intenção de espoliar e levar as virtudes para casa. Se eu as levasse para a minha, elas ficariam deslocadas, como um grupo de estudantes num chá beneficente. Mas de beneficente os chás não têm nada. São terríveis e também são amargos como você. É por isso que eu os amo tanto e te peço, gentilmente: entre na xícara. 





sexta-feira, 8 de julho de 2011

Na carne

Não, a literatura nunca dá conta da solidão, da morte. Aliás, nada dá conta disso... Talvez, reafirmando a negação, só a morte daria um jeito na solidão. O contrário é impossível.
Já foi começando o pensamento, negando. Era pela antítese que formulava essa dor.
Também é impossível passar remédio em qualquer tipo de medo, com palavras. E não é porque elas são ocas. É porque não existem.
A Palavra dita é água que não chega ao chão. Ela sobe para uma nuvem, assim que sai da boca, mas não chove. E palavra escrita é um bom alimento para as fogueiras.
Se a literatura é algo perigoso, estando inversamente ligado ao tamanho da liberdade, nascemos com as mãos amarradas aos pés. Eu queria mesmo era nem ter nascido, não ter passado de uma célula desacompanhada... Até mesmo para que exista vida é necessário mais de um.
E detesto a dualidade.
Vamos fazer o seguinte: escreveremos o mês inteiro e mandaremos nossas notícias pelo correio. Você não vai entender nada, porque a minha letra é feia, e eu vou me desinteressar antes de abrir o envelope. Vamos sucumbir ao tédio, por favor?
E a história da última dança começou ali.
Ele se despediu da mulher que imaginou para a vida inteira. Se despediu com palavras, aqui está a comprovação da maldade desses entes.
Ela aceitou, entrou no carro e disse um adeus, sem palavras, vejam isso. Só no aceno de cabeça. Porque era tudo que restara a ela. O gato, a dor, a solidão e a morte haviam comido sua língua.





Corpo fechado

Ela resolvera mandar três recados num só.
“Senhorita Fulana, Senhorita Beltrana e Senhora Sicrana, agradeço os presentes enviados, mas, no melhor estilo Dona Beija, eu os devolvo e desejo em dobro todo o carinho que me desejaram. Ou isso aí que me deram.
Como todos sabem, cada um dá o que tem.
À Senhora Sicrana aconselho que cuide do seu primogênito de forma decente e atenciosa, poupando-nos de suas caraminholas e cabritagens. À Senhorita Beltrana, tem um trabalho, não? Honre-o sendo uma mulher cordata. Duas coisas que não têm sido ao longo da vida, nem mulher, nem cordata. À Senhorita Fulana, não escreva mais essa bobagem que chama de poesia. É um lixo.”
E clicou em Enviar.
Sabia bem do destino daquelas palavras e se cansara de ter o nome escrito na boca do sapo, entregue para pai de santo rezar, a sorte lida na cartomante e todos aqueles bonecos vodoos. Precisava de uma trégua.
Se ajeitou na cadeira de espaldar alto, as almofadas protegendo as costas magras dela das costas magras da cadeira.
Se olhássemos de trás, veríamos que se preparava para escrever um diário. Se voltássemos no tempo, pela manhã, saberíamos que escarrou sangue novamente. Nos manteremos no mesmo foco.
Ela praticaria o jornalismo Gonzo paralelo ao seu trabalho cotidiano.
Tomou fôlego, o quanto pode. Era só um pouco. Não se chamaria “Medo e Delírio”. Seria apenas “Medo”. Coçou a nuca e pensou no que sentia. Não era medo.
A falta de ar, o desconforto com a postura ereta, a consciência plena de que aquilo só iria piorar não a assustavam.
Nova tentativa, mesmo que algo doesse com insistência.
“Dia não sei qual de um mês de um ano qualquer...
Ao atravessar a porta daquela lavanderia, tive a noção de que essa dor, esse vazio físico me acompanharia durante todo o próximo ano. Não respirei fundo porque não posso, mas já idealizei às próximas palavras desse diário.
Aquele seria meu último ano como cavalo de corrida.”

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Aqueles homens

Como eram detestáveis aqueles homens que zombavam da morte. Riam-se dela como se fosse um brinquedo ridículo na prateleira. Não temiam e sentiam o gosto de anjos.
Asquerosos homens que cortavam os pulsos, pulavam de mesas com cordas nos pescoços, injetavam uma quantidade enorme de ar nas veias, bebiam venenos e se atiravam de prédios.
Planando, voando contra a corrente de ar, tocando os abismos com as mãos, sentindo a vida com a ponta dos dedos, de unhas arrancadas.
Execráveis e duradouros.
Para eles, o espaço era um loop sem fim. Não havia um ponto final.
Esses homens horríveis amavam e desamavam, atiravam em aves e se enfeitavam com suas plumas. Alguns criavam quadros e faziam literatura, eram médicos e bons pais de família.
Estranhos e malévolos esses homens sem temor.
Todos eles. E havia uma mulher.



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Pra ele

Ela atravessou a rua com pressa.
Esperara, com o coração batendo em locais desencontrados, por esse dia.
Olhou para o café e rapidamente voltou ao primeiro convite, que havia se estendido até aquela esquina.
“Um café”.
Olhou para o relógio no braço magro e ajeitou as luvas. Deveria ter usado um par mais formal, mas era primavera e não fazia sentindo aquele tempo. Chovia e ela se encolhia nas roupas meio largas e molhadas.
Respirou, tentando reduzir o vermelho das bochechas e a respiração entre-cortada.
Se ele se desapontasse com ela e se tudo mais talvez ela até esquecesse de como voltar para a casa do amigo. Mas são riscos, pensou. Ela sempre se esquecia de tudo e se atrasava, por isso o relógio. E nesse instante percebeu que não usara um grampo para fixar a boina no cabelo liso e solto. Tudo dançava dentro dela.
Examinou o trajeto que fizera, mentalmente, até ali e reparou nos tênis velhos que calçava. Viera de botas longas, mas no metrô as trocara porque machucavam seus pés.
Pés.
Divertiu-se com esse pensamento.
Decidiu que já era hora.
Entrou no café, música ao vivo. Era ele no sax. Um sininho na porta denunciou sua entrada. Eles se olharam, ele ainda no palco. Se reconheceram.
E sorriram.


terça-feira, 5 de julho de 2011

Fogo fátuo

Ela se desapaixonara outra vez.
Seus amores vinham com data de validade. Um mês, quinze dias. Nunca duravam mais tempo.
E dessa vez como as outras.
Sentada na ponta do sofá, como se desse lugar para outras pessoas e se espremesse entre elas, os joelhos junto ao peito, o casaco enorme cobrindo as mãos, olhava a fumaça entre os dedos.
Prendera o cabelo em coque. Parecia uma bailarina Greta Garbo. I want to be alone. Era a legenda permanente na parte debaixo da tela.
Lembrava das histórias de criança. Tinha ela uma alma guardada em outro lugar? Quando encontrava alguém, o que lhe perguntava, antes do beijo, antes da cama, era: “Você guarda a minha alma?”. Até hoje não tivera uma resposta positiva.
Pensou nos olhos azuis que fuzilavam com a angústia e a mansidão.
Teria ele também uma alma em outro corpo? Ou dentro de um ovo, no fundo do mar?
Seria ela quem guardaria a alma dele, e ele que guardaria a alma dela?
Anotou mentalmente para perguntar depois.
Quando mais tarde, numa roda, entre amigos, alguém lhe perguntou “Você escreve sobre você?”, ela respondeu que não.

Ela escrevia sobre “todas as mulheres que eu poderia ser”.



sábado, 2 de julho de 2011

T in box

Como é que se descreve uma saudade? me deparei com ela no meio do caminho, hoje cedo não. Mais tarde. Encontrei seu email velho, jogado no fundo de uma das caixas abarrotadas de mensagens. Só um. Era bobo, trivial, você me dizendo para esperar você no msn, que entraria mais tarde. Me chamava de gorda e ainda disse que me adorava, fazendo um trocadilho com o seu nome. Poucas vezes eu ouvi você usá-lo.
Se eu contar bem contado, da data desse email até hoje, faz (exatamente!) 6 anos. Me pareceu tempo demais para o tempo de menos que fomos um pro outro alguma coisa. Não existe uma condição ou matemática ou gráfico que me aponte o que fui, mas sua falta é constitutiva... Como se fosse um braço meu, ou a maior parte do fígado. Você ainda dói como uma cirrose cada vez que lembro da sua mão correndo sobre a minha boca e murmurando, no medo do escuro e do ouvido no quarto ao lado, "sua boca é carnuda".
Depois de todo esse tempo eu acertei de novo... Sem fazer conta, sem sair correndo, fui me deixando ficar, e ficando parece que ponho você junto naquela caixa da mensagem onde encontrei o seu aviso. Eu e meus engôdos.
"Fica fria que eu entro... bjaum gorda" é uma aspirina sem água nenhuma, num dia quente, umidade relativa a 10 por cento e uma recente traqueostomia. É isso que é, porque desce incomodando, junto com algo que é salgado e muita gente até poderia pensar que estou falando de lágrimas. Só se eu chorasse para dentro.
Mas não foi nada disso, não agora, nem depois...
O que eu pensei é que gostaria de dizer que fomos viáveis, que teria dado certo, que eu realmente fui a parte equivocada e queixosa e que meus tabus são ridículos. Que seres humanos são ridículos porque fazem cocô, mas mais ainda porque deixam de amar na hora certa.
Te perdi com exatidão.
Hoje quase não faria diferença se dez ou cinco, era bobagem e você já sabia disso.
Tenho você estampado na carne, sabia? Nutro a sensação de que quando chegar a hora será apenas um telefonema, você pedindo para que eu te encontre, passando as coordenadas e dali pra frente seria como viver numa ilha. Você. Eu.
Se eu sairia correndo?
Isso é outra história.